quinta-feira, 20 de maio de 2010

Está no ar o sistema de consulta sobre os referenciais para novo exame

O que um professor de educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental deve saber no momento do ingresso na carreira do magistério? Quem tiver sugestões deve acessar a página eletrônica do Inep e responder à consulta pública colocada hoje no ar para subsidiar a construção da Matriz de Referência para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente.
As colaborações devem ser feitas diretamente na Internet a partir de um sistema que lista 16 temas centrais, cada um com uma série de tópicos relacionados às habilidades a serem demonstradas pelos candidatos a professor. Essa lista de temas centrais – e seus tópicos – foi elaborada com base em critérios do que seria um bom professor, apontados pela experiência internacional. Os critérios são comuns a diversos sistemas educacionais com bons resultados e que definiram nacionalmente parâmetros para a docência, tais como: Austrália, Canadá, Cingapura, Chile, Cuba, Estados Unidos e Inglaterra.
A consulta pública ficará no ar por 45 dias. Poderão participar indivíduos ou instituições. Após o término da coleta de sugestões, o Inep se encarregará de reunir sua equipe técnica com especialistas de cada área e elaborar uma matriz que norteará a elaboração de itens para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente.
Esse é o primeiro passo para a concretização do Exame, uma prova para avaliação de candidatos ao ingresso no magistério, que terá sua primeira edição em 2011. O novo Exame será um serviço que o Inep/MEC prestará às redes municipais e estaduais de Educação para seleção de novos professores. Com ele, prefeituras não precisariam realizar sua própria prova de concurso público – o que é caro e exige expertise de órgão especializado – para contratação de novos professores, bastaria publicar um edital de concurso público e usar a nota do Exame como critério para seleção. A forma de utilização ficará totalmente a critério dos governos estaduais e municipais, que poderão decidir pela adesão ao Exame e utilizá-lo como critério único ou como uma das fases de seu concurso.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Inep/ MEC

Cotas para negros nas universidades do Brasil

Como podemos entender as “cotas” para o ingresso de negros em universidades no Brasil, se não existe uma política voltada para a educação de base? Investir na educação de base seria a melhor forma de acabar com a deficiência do ensino brasileiro, tendo em vista que o sistema de “cotas” pode se tornar mais uma forma de descriminação contra os afros descendentes, (que poderão ser taxados de incapazes para o ingresso no ensino superior). Mesmo sabendo que nós brasileiros temos uma divida de três séculos ou mais para com os negros do nosso país, sabe-se que é de grande urgência tomar uma atitude, mas talvez às “cotas” não sejam a solução.
Atualmente se fala muito em “cotas” como se esse sistema fosse resolver os problemas dos negros. Dados os fatos: as “cotas” são aprovadas, os negros entram nas universidades, entretanto pairam as perguntas: como teria sido a formação dessa pessoa no ensino fundamental e médio? Quando esses negros terminarem o curso superior, quem irá garantir a sua vaga no mercado de trabalho? Serão inventadas cotas para o exercício da profissão também? Tendo em vista que essa dicotomia que relaciona problema social ao racismo não se acabará, passará a existir uma dicotomia renovada a de que o negro só tem uma formação acadêmica devido às “cotas“, iniciando uma nova dialética na tentativa de provar a capacidade intelectual, moral e social dos afros descendentes.
Esse não seria um problema mais econômico do que racista? Ora, quem diz que se deve separar o que pertence ao negro do que pertence ao branco? Quem determina que ser negro é ser raça, e não que os negros estão incluídos na sociedade como todos os seres humanos como todos os homem e mulheres com os mesmos direitos econômicos, sociais e culturais? Quem cria a eqüidistância entra homens brancos e os homens negros? Quem no Brasil pode se dizer puramente negro ou puramente branco? É por isso que me sinto a vontade para dizer que o racismo no país é fato, mas não é substituindo responsabilidades econômicas para uma causa social que poderemos solucionar o problema, transferindo o descaso da educação (que é devido à má distribuição de renda no país) para o problema racial, ao invés de se resolver a questão econômica. O Estado se mostrando benevolente e voltado para as causas sociais se dedicando em acabar com o racismo no país, tirando proveito de que grupos de negros se apresentam como pessoas que lutam por uma causa muito importante que é o combate ao racismo, lutando por igualdade social, porém se mostrando exclusivos, diferentes no que diz respeito a desejarem coisas feitas para negros e não coisas produzidas para pessoa em geral. Dessa forma o próprio negro se rotula e cria o outro, se tornando ele (negro) mesmo racista ao ponto de não aceitar o que vem a ser feito de forma aleatória para humanos, sem separar onde termina um problema econômico e começa uma causa social e quando os dois estão juntos e devem ser estudados juntos.
Portanto o sistema de “cotas” não é a solução do problema racial no Brasil, até porque tem todo um arcabouço social, cultural e econômico que envolve o problema de racismo no Brasil, esse sistema pode ou não ajudar, mas com certeza não é a solução do racismo em nosso país. Então por que desde já, não se começa a investir na educação de base, de forma que, todos tenham acesso a ela, (negros, brancos, pobres, índios, imigrantes e descendentes), para que cheguem ao ensino superior em igual condição a todos sem que sejam necessárias as “cotas” para que negros tenham possibilidades de freqüentar uma universidade e para que quando terminem o curso superior o mercado de trabalho esteja aberto para os receberem sejam ricos ou pobres, negros ou brancos, ou de qual quer linha social de que venha a sua descendência. Acredita-se que as “cotas” geram conflito entra as pessoas ao contrario do que se acha que facilitara a convivência entra “Negros e Brancos” dentro de uma sociedade sem raça e sem cor, isso não resolve e segundo a antropóloga Yonne Magie, profª.: UFRJ afirma que no lugar de cotas para “Negros” deve-se abrir vagas nas escolas para todos, e não é só vagas, mais sim, investir na educação de base para que se tenha uma educação de qualidade e não de quantidade. A antropóloga fala também que “falar em ‘raça’ é tentar apagar o fogo com gasolina, as ‘cotas’ é um cala-boca para a sociedade e a comunidade negra do país”, com tantos problemas sociais e econômicos no país querer resolver os problemas de racismo através das “cotas” não é a solução podendo ser um paliativo mais não resolvera a crise do racismo no Brasil, tendo em vista que as “cotas” podem servir como novo veiculo de discriminação contra os afros descendentes.
José Carlos Miranda, do MNS (Movimento Negro Socialista), afirma que a luta contra o racismo é a luta pela a igualdade, na tentativa de afirmar que todos serão iguais mesmo tendo em vista que todos são diferentes e individuais enquanto pessoas. Com isso combater a idéia de raças na tentativa de uma igualdade social, e através dessa luta pela a igualdade combater o racismo, racismo esse que passa por cima de tudo e de todos. Os negros está para a sociedade como pessoa e não como raça, coitadinho ou como o incapaz, mas sim, como pessoas que tem as mesmas capacidades como qual quer uma no meio social em que vive.

Roniclay Vasconcelos, (UEPB/ CEDUC).

Fonte: http://www.ufmg.br/inclusaosocial/?p=75

Racismo e Colonialismo

Na concepção europeia, desde a antiguidade clássica (Grécia, Roma...), o que distinguia os homens entre si não era propriamente a raça, mas a sua "Civilização". O civilizado era o que tinha direitos de cidadania na cidade-estado, Império, Reino. Era o que possuía uma Cultura, Religião, Organização Social, etc. Todos os outros, eram os "barbáros", isto é, os que não estavam ainda civilizados, ainda não tinham a dignidade de serem considerados como Homens. A missão dos primeiros era a de governar e submeter os segundos (escravizá-los) até que os mesmos adquirissem uma Cultura, Religião, Organização Social, em suma, fossem "civilizados" ascendendo assim à categoria de Homens.
A partir desta distinção, estabeleceu-se uma dicotomia entre civilizados e os incivilizados: De um lado temos Pessoas, com Cultura, Razão, História, Religião, etc. Do outro temos selvagens, brutos, sem história nem religião (os selvagens tem apenas crenças e superstições). Repara que estas ideias estão presentes em todo o colonialismo europeu até ao século XX, fazem parte de uma mesma mentalidade.
Os selvagens classificavam-se em "dóceis", "humildes", "bons" quando não oferecem resistência à sua assimilação ou fusão na cultura e na organização produtiva dos Civilizadores (Senhores, Patrões, Colonos, etc). Se se mostravam resistentes à Civilização são denominados de "rebeldes", "a-sociais", etc.
No século XVIII, na Europa, sob a influência dos cientistas do tempo (médicos, biólogos, físicos, etc ), desenvolvem-se as modernas concepções racistas. Fazem-se então medições ao cérebro individuos das diferentes raças, estudam-se e classificam-se as suas características fisiológicas, etc. A conclusão era a esperada: Os individuos nascem desiguais!. De acordo com a sua raça, uns nascem mais vocacionados para mandarem, outros para obedecerem. A desigualdade ente o homens passou a ser sustentada numa base cientifica pelos europeus. Sustentou-se igualmente a existência de raças superiores e raças inferiores. Na pratica legitimava-se o dominio colonial dos brancos (superiores) sobre os negros, indios, aborigenes, chineses, etc, etc (considerados biologicamente inferiores).
A cada raça foi atribuído um conjunto de características que correspondiam à sua especialização para o trabalho: o negro é forte , mas indolente; o chines é fraco, mas persistente, etc. Mais uma vez estas classificações serviam para legitimar o domínio dos brancos, e interiorizar nos respectivos povos um conjunto de características que fariam parte da sua natureza.
Cada negro não é definido como uma pessoa, com a sua própria individualidade, mas é igual a todos os negros da mesma tribo. É dócil ou rebelde, manhoso ou fiel, guerreiro ou pacífico, etc. Desta forma despersonalizava-se os indivíduos de raça negra, abolindo a sua identidade.
Este racismo, dito cientifico, não apenas legitimou a superioridade do branco sobre outras raças, mas legitimou igualmente a violência, extermínio e exclusão de todos aqueles que punham em causa o domínio da Cultura criada pelos brancos, ou resistiram à sua Integração na mesma. Mas esta é outra questão.

Racismo dos Africanos

Os africanos são racistas? Em princípio poderão ser tanto como os europeus, asiáticos, etc., desde que estabeleçam diferenças discriminatórias entre os seres humanos baseadas na cor da pele.
Admite-se que alguns movimentos políticos no século XX, tenham contribuído para desenvolver entre os africanos tendências racistas contra os brancos, como forma de estimular a criação de uma consciência da unidade cultural dos negros (Africanidade, Negritude, Poder Negro, etc).
A quase totalidade dos países africanos quando se tornaram independentes, explorou formas diversas de racismo como um modo de favorecer a coesão nacional entre negros.

(Carlos Fontes) Fonte: http://confrontos.no.sapo.pt/page7h.html

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Governo homologa concurso

Professores que realizaram concurso no ano passado devem tomar posse até o fim deste semestre.

Concurso para a contratação de professores efetivos da Secretaria da Educação do Ceará será homologado hoje e publicado no Diário Oficial do Estado do Ceará. O governador Cid Gomes promete nomear, até o fim do semestre, os aprovados e lotá-los nos municípios com maior carência de docentes.
O acordo foi acertado, ontem, durante audiência com o Sindicato dos Professores e Servidores da Educação do Ceará (Apeoc) e Cid Gomes, na residência oficial do governador.
Realizado em agosto do ano passado, o concurso público previa a contratação de quatro mil professores. Entretanto, as vagas não serão completamente preenchidas, já que do certame, foram 3.842 candidatos aprovados. Do total,206 vagas foram destinadas a portadores de necessidades especiais e o maior número de vagas são para professores de Matemática.
De acordo com o secretario adjunto da Educação Básica Mauricio Holanda, até o início do segundo semestre letivo, ou seja, em agosto, os professores já devem estar nas respectivas salas de aula.
"Estamos todos empenhados para que haja celeridade no processo, de modo que após homologação do concurso, os professores já possam providenciar a documentação necessária para nomeação", disse Holanda.
Conforme o gestor, historicamente, confirmou-se um déficit de professores nas áreas de ciências naturais e exatas, como Biologia, Matemática, Física e Química. Das vagas ofertadas para essas disciplinas é possível que nem todas sejam preenchidas porque o número de aprovados foi inferior que a oferta.
A coordenadora de Gestão de Pessoas da Seduc e presidente da comissão do concurso, Marta Emília Vieira, disse que a convocação, realizada por meio de edital, publicará a lista de aprovados por disciplina, bem como a lista de municípios com carência de professores. "Essa relação ainda está sendo apurada", completa a coordenadora.
Os candidatos terão o direito de escolha de local de trabalho conforme classificação no concurso. Marta Emília garante que existe carência de professores em todas as Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (Credes).
O secretário de Finanças do Sindicato Apeoc, Anisio Melo, considera que a homologação do concurso foi uma grande conquista. "Especialmente porque ficou muito claro, no dialogo com o governador, que a convocação será feita por inteiro, e não em parcelas, como em alguns concursos", disse.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

"Esperamos que seja cumprido o que foi acertado e que o governo convoque o mais rápido os professores aprovados. Um concurso que demora quase um ano para selecionar e com critérios tão rigorosos deve ter a pretensão de bem remunerar."

Concurso nacional do MEC para seleção de professores da rede pública será em 2011

Seleção funcionará nos moldes do atual Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o professor faz a prova e depois poderá utilizá-la para ingressar em diferentes redes que aderirem ao processo seletivo

O Ministério da Educação (MEC) planeja um concurso nacional para selecionar professores que desejam atuar na rede pública. A prova será em 2011 e, no primeiro momento, será destinada a docentes que tenham interesse em trabalhar com alunos dos primeiros anos do ensino fundamental e da educação infantil.
A ideia do concurso surgiu no ano passado e, segundo o Ministério da Educação, é uma demanda das próprias redes de ensino estaduais e municipais. A seleção funcionará nos moldes do atual Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o professor faz a prova e depois poderá utilizá-la para ingressar em diferentes redes que aderirem ao processo seletivo. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) será responsável pelo exame.
“Hoje cada um faz seu concurso de forma descentralizada, contratando empresas. Nós fizemos uma pesquisa e percebemos que os conteúdos cobrados no concurso eram muito limitados, as questões eram superficiais”, explicou a coordenadora-geral de instrumentos e medidas educacionais do Inep, Gabriela Moriconi.
O órgão buscou inspiração em processos seletivos de países com bons indicadores educacionais para desenvolver o projeto do concurso nacional. “Procuramos saber quais são os padrões do que seria um bom professor, que tipo de conhecimento e habilidades ele deveria ter no momento do ingresso. Depois adaptamos às necessidades do Brasil”, explicou.
A matriz dos conteúdos que serão cobrados na prova estará disponível para consulta pública ainda essa semana. Professores, universidades, estados e municípios vão poder opinar sobre o modelo da prova durante 45 dias. Logo depois, terá início o período de adesão das redes de ensino. A ideia é que o professor, antes de fazer a prova, possa consultar quais localidades vão utilizar a nota do concurso nacional para selecionar seus profissionais. Segundo Gabriela, as secretarias de educação têm mostrado bastante interesse nesse modelo de seleção.
“Para os municípios, especialmente, é muito complicado fazer o concurso, custa muito caro. Alguns passam muito tempo sem fazer concurso, contratando professores temporários para suprir a necessidade”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 18 de maio de 2010

A Perda da Religião Tradicional Africana no mundo

A profanação do culto tradicional africano pelos poderes europeus ocidentais afetou seriamente as culturas tradicionais de pessoas africanas onde destruíram muitas convicções tradicionais, valores sociais e rituais, que eram considerados em sua maioria nada além pelos cristãos europeus como valores pagãos e superstições sem papel nenhum para a cultura.

O Cristianismo Europeu não reconhecia o Deus dos Africanos, como o mesmo Deus de seus ensinamentos, apesar da Religião Tradicional Africana constar a existência de um Deus Alto Supremo, criador de todas as coisas, o Grande Criador. Eles não viam nenhuma semelhança entre o Deus deles e o deles.
Essa é a visão do Deus do culto tradicional africano.

Um Deus Supremo e criador que era rei, Onipotente, Onisciente, o Grande Juiz, Compassivo, Santo e Invisível, Imortal e Transcendente. Ele é então o fabricante e tudo em céu e em terra deve a origem deles/delas a Ele só. Ele é o Grande rei acima de todos os Reis e não pode ser comparado a nada. Ele é acima de tudo majestade e divindade. Ele mora em todos os lugares. Assim Ele é onipotente porque Ele pode fazer todas as coisas e nada pode ser feito nem ser criado além de Ele. Ele está atrás de todas as realizações. Ele só pode falar e realizar as palavras dele. Então não há nenhum quarto para fracasso. Ele é Absoluto, todo o modo Onisciente, toda a vista e todo Instruído. Ele sabe todas as coisas e assim nenhum segredo se esconde dele.

Mas permeia entre o visível e o invisível...

O Deus da Religião Tradicional africana também é ritualmente e eticamente um Deus Santo. Ele está completo e absoluto. Ele nunca é envolvido em qualquer injustiça ou imoralidade.

Ele criou as divindades (orixás) para equilibra, positivar o ser humano no mundo.

Para os africanos eles são o limite entre céu e terra, entre vida e morte, entre o usual e o mundo do espírito.

Na vida privada e pública dos ritos religiosos africanos, convicções e rituais são consideradas uma parte integrante de vida.

O sagrado e o secular é difundido no pessoal total do africano individual. A Vida não é dividida em compartimentos ou divisões. Assim não há nenhum tempo especial por adoração, para todos os dias e todas as horas são tempo de adoração.

Todos esses valores foram omitidos e sacrificados pela própria colonização dos europeus em seu total perante o domínio do cristianismo que se arrasta para muitos na ignorância ainda hoje no saber dentro da própria religiosidade afro brasileira, onde vêem Orixá com um Deus, e na verdade são os caminhos que nos são dado para um mundo melhor..onde o próprio culto de Orixá teria que ser de monoteísta ( de um Deus só), tudo pelo não reconhecimento do “ Criador de tudo ( Olodumare) pelos Cristãos...

Texto adaptado por Lokeni Ifatola

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Desde 2000, o 18 de maio foi instituído pela Lei 9.970, como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Infelizmente, a data remete a um dos crimes que comoveu o Brasil, ocorrido na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, em 1973.
Naquele ano, a menina Araceli Cabrera Crespo, de oito anos, foi espancada, violentada e assassinada brutalmente. Até hoje, os culpados pelo crime não foram punidos.
E quantas Aracelis, Luanas, Yasmins, Alanis, Isabelas e tantas outras crianças inocentes tiveram o mesmo destino?
O Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes promove diversas atividades de conscientização e combate à situação por todo o País.
Só no ano passado foram denunciados 15.345 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.
Segundo dados do Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, em 2009 foram 9.638 registros de abuso sexual, 5.415 de exploração sexual, 229 de pornografia infantil e 63 de tráfico de crianças.
E só nos quatro primeiros meses de 2010, já foram contabilizadas cerca de 4 mil ocorrências de violência sexual contra meninos e meninas.
De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), dentre as diversas manifestações de violência contra crianças e adolescentes, as mais incidentes são o abuso sexual praticado por integrantes da própria família e a exploração sexual para fins comerciais, como a prostituição, a pornografia e o tráfico.
Além de crime e cruel violação dos direitos humanos, essas expressões resultam em danos irreparáveis para o desenvolvimento físico, psíquico, social e moral das crianças e dos adolescentes suscetíveis a esse tipo de violência.
Entre outras conseqüências, as vítimas estão sujeitas à dependência de drogas, à gravidez precoce e indesejada, a distúrbios comportamentais e doenças sexualmente transmissíveis.
Em Fortaleza, desde o dia 12, a Prefeitura vem reforçando ações de sensibilização nos terminais de ônibus, na Barra do Ceará e Jangurussu, culminando em uma caminhada pelas ruas do Centro hoje.
As atividades são realizadas em parceria com o Fórum Cearense de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes.
Nos dois locais, a SDH mantém grupos de disseminação da Rede Aquarela – política municipal de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Os locais são apontados nos livro “Os Sete Sentimentos Capitais” como dois dos dez principais locais de exploração sexual de crianças e adolescentes em Fortaleza.
Dever de toda a sociedade é denunciar! E ajudar no combate a esse crime que viola todos os direitos infantis, que viola os direitos de toda uma sociedade.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Porque os pais devem cuidar dos filhos...

Tabu negro

Filme revela os bastidores das ações afirmativas na Universidade de Brasília, levanta a questão de raça no Brasil e esquenta o debate que tramita no STF
Juliana Duarte

Ao entrevistar alunos, professores e funcionários da Universidade de Brasília para ouvir o que eles pensam a respeito da política de ação afirmativa adotada pela universidade, a diretora Dulce Queiroz revelou mais do que está por trás dos extensos corredores da instituição. De alguma forma, seu filme Raça Humana é um retrato da dificuldade do brasileiro em lidar com um assunto aparentemente consensual no país: a questão racial.
Incensados pela câmera, os entrevistados deixam transparecer discursos passionais, tanto contra quanto a favor da reserva de 20% das vagas da universidade para afro-descendentes, adotada há seis anos.
Funcionária da Câmara dos Deputados, formada em jornalismo, Dulce filmou Raça Humana para a TV Câmara a partir do seu interesse pela discussão legal sobre as cotas, que tem sua constitucionalidade questionada no Supremo Tribunal Federal (veja box). "O assunto entrou novamente em pauta em todo o Brasil. É um tema muito polêmico que gera discussões acaloradas", justifica.
No documentário de 41 minutos, que pode ser visto pelo site da TV Câmara (www.camara.gov.br), o expectador se depara com os argumentos de alunos e professores da UnB acerca do assunto que já virou tabu na instituição.
Dulce soube driblar a dificuldade e promoveu uma espécie de "mesa-redonda" para colher os depoimentos de alunos contra e a favor das cotas. Desses encontros, realizados em separado, pode-se ouvir comentários como "essa história de que a pessoa não consegue se formar ou entrar no ensino superior porque é negra é mentira," dita por um estudante de direito; e "cota racial não é racismo porque não hierarquiza grupos raciais, mas se propõe a igualar esses grupos sociais", argumento usado por um aluno cotista.
Dulce diz que escolheu a Universidade de Brasília para rodar o documentário pela própria atuação da universidade na questão, o que poderia render pistas para a discussão maior que tramita no STF. "Apostei na UnB por ser uma das poucas que adotaram unicamente o critério racial para a reserva das vagas. Se vivêssemos a rotina da instituição, teríamos um bom exemplo sobre as cotas. E foi o que aconteceu." Segundo dados da sua pesquisa, em 2009 mais de 90 instituições de ensino superior públicas adotavam algum tipo de ação afirmativa, sendo que a maioria combinava os critérios racial e social. A UnB manteve a raça como único critério.
Pressionada pelo "caso Ari" - no qual o primeiro estudante negro de antropologia também se tornou o primeiro a ser reprovado em uma disciplina - a Unb adotou as cotas raciais em 2004, mas nem por isso o assunto é consensual. "O tema é muito polêmico e se transformou num verdadeiro tabu. Ao contrário do que muitos podem imaginar, a maioria das manifestações vem de professores da UnB. Eles demonstram o que pensam em blogs e sites de relacionamento", relata Dulce.
Para ela, a dificuldade em falar abertamente sobre as cotas e promover debates significativos não é um resultado da falta de preparo. Pelos corredores da universidade, Dulce pôde ver que os grupos contra e a favor estão bem articulados. "O que não falta é informação", afirma.
Durante as gravações do documentário Raça Humana, a diretora presenciou a apreensão que tomava conta dos cotistas quando o assunto era o trâmite do debate no STF, que decide sobre a inconstitucionalidade das cotas e pode virar referência para todas as universidades públicas. "Eles estão receosos, têm medo de perder a vaga na universidade."
Segundo ela, o interesse não foi o mesmo por parte dos estudantes que são contra. "Eles foram representados pelos formadores de opinião, esses são maioria e defendem as cotas apenas quando o assunto é a questão da falta de recursos", diz Dulce.
Além da UnB, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foi questionada durante a audiência, já que também adotou a reserva de vagas para negros e estudantes do ensino público.

fonte:http://revistaensinosuperior.uol.com.br

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Justiça libera a Marcha da Maconha em Fortaleza

A juiza Maria das Graças Almeida de Quental, da Vara de Execução de Penas Alternativas e Habeas Corpus, concedeu liminar e um salvo conduto, que garante aos estudantes Antônio Diego Honorato Parente e Henrique Alencar Neto o direito de promoverem e participarem da Marcha da Maconha de Fortaleza.
Na sua decisão, a juíza acolhe o argumento dos organizadores sobre o direito à liberdade de expressão que é assegurado pela Constituição Federal.
A manifestação está marcada para o próximo domingo, 16, a partir das 15 horas, com saída do anfiteatro da Volta da Jurema, seguindo pela Av. Beira Mar até o aterro da Praia de Iracema.
Conforme os responsáveis pelo evento, a marcha visa debater acerca de políticas públicas e dos efeitos da proibição da maconha, numa reivindicação pela legalização do uso desse tipo de droga.
Fonte: jornal O Povo-CE
"Penso que tornar a apologia da divulgação do uso de drogas uma atividade liberada, aos poucos a justiça também torna lícito a sua comercialização... É preciso ficarmos atentos para que em nome da liberdade de expressão não estejamos calando quanto às práticas ilegais de consumo de drogas."

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tema do ENEC 2010


Atentai meus alunos cenecistas..... Já saiu o tema do Exame Nacional de Escolas Cenecistas - ENEC.

A propósito do filme INVICTUS, sobre Nelson Mandela, Walter Feldman, ex-Secretário de Esporte, Lazer e Recreação de São Paulo, fez o seguinte comentário, que passa a ser o tema do ENEC 2010:

“Esse é o milagre do esporte, esta guerra lúdica que, esperamos, seja um dia a única forma de combate entre os povos”.

Esse tema ajusta contas com as diversas propostas feitas pelas unidades, como Copa do Mundo, Esporte, África, sua descolonização, a África Branca e Subsaariana, seus atuais conflitos, suas relações com o mundo, paz, democracia como forma de solução dos conflitos, voto livre como instrumento de mudança, solidariedade, perdão e tantos outros temas transversais.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Fortaleza está com inscrições abertas para as Olimpíadas Escolares 2010

Estão abertas até o dia 23 de maio as inscrições para as Olimpíadas Escolares 2010 no município de Fortaleza. As escolas públicas e particulares interessadas em lutar por uma vaga na maior competição escolar do País devem efetuar a inscrições on-line, através do site olimpiadas.cbde.org.br (sem www). O início da competição na Capital cearense está marcado para o dia 28 de maio.
As Olimpíadas Escolares são realizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em parceria com a Secretaria do Esporte do Estado (Sesporte) e Secretaria de Educação do Estado (Seduc). O programa de competição das Olimpíadas Escolares reunirá as seguintes modalidades: atletismo, ciclismo, ginástica rítmica, judô, natação, tênis de mesa, basquete, futsal, handebol, vôlei e xadrez.
Ao todo, mais de 100 mil alunos de 12 a 17 anos das escolas públicas e privadas dos 184 municípios do Ceará participam da competição que se divide em três fases: Municipal, Regional e Estadual. Na primeira, cada município realiza disputa entre as escolas para a indicação da representante municipal em cada uma das modalidades e em cada uma das categorias (12 a 14 anos e 15 a 17 anos).
As escolas públicas do Interior do Estado deverão adequar as datas de suas competições a partir dos dias previamente estabelecidos pela Sesporte, conforme divulgado: Litoral Oeste (30/06 a 04/07/2010), Norte e Ibiapaba (30/06 a 04/07/2010), Litoral Leste / Jaguaribe (07 a 11/07/2010), Metropolitana (07 a 11/07/2010), Sertão Central (14 a 18/07/2010), Cariri / Centro Sul (14 a 18/07/2010), Inhamuns (24 a 27/06/2010), Maciço de Baturité (24 a 27/06/2010), Estadual (28/07 a 01/08/2010) e Fortaleza (fins de semana de maio e junho).
Já na fase regional, os municípios de cada região disputam entre si para a definição das escolas vencedoras (nas modalidades coletivas) e dos estudantes vencedores (nas modalidades individuais) que irão representar a região. Esta fase está dividida em nove etapas regionais: Litoral Oeste; Norte / Ibiapaba; Litoral Leste / Jaguaribe; Metropolitana; Sertão Central; Cariri / Centro Sul; Inhamuns; e Maciço de Baturité.
Para concluir a etapa estadual, a grande final, realizada em Fortaleza, envolve os vencedores de cada região nas nove modalidades. Após quatro dias de disputa, são definidos os campeões do Estado que irão representar o Ceará na edição nacional das Olimpíadas Escolares na categoria 12 a 14 anos, que este ano será sediada em Fortaleza, e na categoria 15 a 17 anos, em Goiânia. A fase nacional é um projeto de parceria COB com o Ministério do Esporte e Organizações Globo.
De acordo com o coordenador de eventos do COB, Edgar Hubner, cerca de 20 mil escolas participam das seletivas municipais e estaduais em todo o País, totalizando aproximadamente um milhão de estudantes. No ano passado, cerca de 900 escolas disputaram a etapa nacional das olimpíadas, com aproximadamente 20 mil participantes.

Mais informações:

Célula de Esporte de Rendimento e Educação
João Antônio ou Marcelo Soldon
3101.4391 ou 3487.8367

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sobre o Trabalho Infantil

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), apenas na América Latina foram registrados cerca de 17 milhões de pequenos trabalhadores com idade entre 5 e 17 anos.
A entrada precoce no mundo do trabalho tira de crianças e adolescentes a possibilidade de crescer e se desenvolver de forma saudável, de ter lazer, de se socializar com outros da mesma idade e também de estudar.
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2008, mais de quatro milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham no Brasil.
De cada quatro pequenos trabalhadores, três abandonam a escola e os que persistem apresentam baixo rendimento e não conseguem acompanhar as aulas.
Fonte: Jornal O Povo

quinta-feira, 6 de maio de 2010

UFC Virtual tem novos cursos aprovados pela Secad

O Instituto UFC Virtual foi contemplado com a aprovação de três projetos de cursos no edital da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação.Com início previsto para agosto deste ano, os cursos oferecerão formação continuada nas áreas de Educação Ambiental, Educação em Direitos Humanos e Educação de Jovens e Adultos na diversidade.
No total, serão ofertadas cerca de 1.800 vagas para professores e profissionais ligados às redes estadual e municipal de ensino.
Conforme explicou o coordenador dos projetos, Prof. Herbert Lima, os cursos de formação continuada não têm status de graduação ou pós-graduação, mas visam aprofundar conhecimentos e especializar os professores da Educação Básica em determinados temas, contribuindo para a qualidade do ensino público no País.
Segundo ele, o processo de inscrições e matrícula será aberto e divulgado após a disponibilização dos recursos pelo MEC.
A aprovação dos três projetos consolida as ações do Instituto UFC Virtual na área de formação docente, pois, além dos cursos de graduação semi-presenciais e das especializações (Humanas, Mídias e Gestão Escolar), o Instituto agora irá atuar junto à Secad.
Os projetos aprovados estão ligados à Secretaria de Educação a Distância (SEED) e à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), dentro do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Fonte: Prof. Herbert Lima, Coordenador dos Projetos Secad/UFC – (fone: 85 3366 9024 / 3366 9509)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Olimpíadas do Conhecimento

As competições e desafios educacionais ganharam espaço nas escolas públicas e particulares do País com as Olimpíadas do Conhecimento.
Hoje já existe praticamente uma competição para cada disciplina.
A mais popular delas, a Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), recebeu 19 milhões de inscrições para a edição deste ano.
A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro (http://www.escrevendoofuturo.org.br/) inscreve até 14 maio alunos das redes estaduais e municipais de ensino.
Podem participar alunos do 5° ao 9° anos do ensino fundamental.
Já na Olimpíada Brasileira de Física as inscrições podem ser feitas até 6 de agosto.
Na Olimpíada Brasileira de Biologia podem participar estudantes dos três anos do ensino médio, inscrições no site www.anbiojovem.org.br.

Fonte: Gazeta do Povo (PR)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Onde a professora estava que não viu isso?

A palavra “isso” citada no título refere-se aos tombos, arranhões, pisadas na água acumulada da chuva, trocas de lápis na sala de aula e coisas do gênero. É muito comum, em início de ano letivo, os pais procurarem as escolas para “tirar satisfação” sobre o que anda acontecendo com seu filho no ambiente escolar. Geralmente, são pais e mães que não participaram da reunião entre pais e professores, momento ímpar para o esclarecimento do trabalho pedagógico e da dinâmica da instituição. Dessa forma, formam-se dois mundos separados, falando diferentes línguas: a escola, que prioriza a autonomia e o desenvolvimento das habilidades; e a família, que superprotege e não tem clareza sobre as funções escolares.
Início de ano letivo gera muita ansiedade, principalmente nas famílias que pela primeira vez matriculam suas crianças na escola. Mas o mais preocupante é quando esse comportamento continua a manifestar-se no decorrer do ano. Para essas situações, segurança e domínio de área são as estratégias adequadas para o professor realizar seu trabalho.
Depois das explicações pedagógicas devidamente fornecidas, cabe limitar áreas: escola trabalha o conhecimento científico e formal; família educa, transmite a base dos valores familiares e sociais por hora esquecidos. “Por favor, obrigado e com licença” se aprende em casa. Portanto, resgatar a gravata do professor – metafóricamente falando – é urgente. Caso contrário, podemos rasgar nossos diplomas e, em vez de passar anos estudando e comprando livros, podemos investir em um negócio próprio.
Acreditar que a criança é exclusiva é uma atitude não favorável ao seu desenvolvimento e nem muito inteligente. A vida nos mostra, diariamente, que ser flexível frente aos problemas, adaptável às situações adversas, autônomo e comunicativo são aspectos que apresentam o surgimento de muitas possibilidades de crescimento. Não dá para aprender envolto na penumbra do medo, da cobrança e da superproteção. Pior ainda é permitir que a criança veja a autoridade dos educadores ser massificada por pais e mães que não compreendem, apenas julgam. Colaborar é diferente de fiscalizar. Cuidar é diferente de superproteger e sufocar a criança. Interagir com a escola é diferente de criticar o trabalho, como por exemplo: “Onde estava a professora quando minha filha caiu?” ou “Ninguém viu aquele grandão batendo no meu pequeno?”.
É uma pena que arranhões e tombos, extremamente normais e sadios na infância, sejam a preocupação principal de muitas famílias, quando, na verdade, o foco deveria ser outro. Que alimentos estamos oferecendo para nossas crianças: chips, açúcares, e macarrão instantâneo? Será que o conteúdo cultural que meu filho está tendo acesso é sadio (ou são filmes de terror, novelas e Big Brothers, que, em vez de contribuir para a formação do caráter, estimulam a agressividade, a frustração e a ansiedade)? Estes mesmos filhos ganham brinquedos educativos, jogos que estimulam o raciocínio e a vida em grupo, ou ganham video games que são instrumentos de estímulo à competição? E, ainda, meu filho sabe arrumar a cama e limpar o tênis? Enquanto pai, mãe ou responsável, conheço os amigos dos meus filhos? Que polêmica é essa de “pulseirinha do sexo”? Neste exato momento, sei o que meu filho está fazendo? Estas são algumas das questões com as quais a família deve realmente se preocupar, pois nem um professor, em sã consciência, vai permitir que o aluno se machuque, mas acidentes acontecem.
De repente, quem precisava ter conhecimento “deste lado” das escolas nem leia esse texto. Mas convoco você, caro leitor, a divulgar estas verdadeiras preocupações que toda família deve ter com seus filhos, e não se ele caiu enquanto corria. Quanto aos professores, subir no pedestal, tirar o diploma da gaveta, argumentar e defender suas práticas de ensino é urgente. Caso contrário, deixaremos de ensinar para atender de forma personalizada.

ELIZETE FELIPONI


Fonte: Artigo retirado do Jornal A Notícia

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Aos meus irmãos do A.T.E

Estarei ausente das minhas obrigações de evangelização no C. E. Maria Madalena, por motivos profissionais. Deixo a todos o meu mais sincero abraço ao mesmo tempo em que rogo a DEUS que nos ilumine, dando forças para continuarmos nossa missão na seara cristã sempre colocando o AMOR como virtude primária e a caridade como farol a iluminar as trevas do egoísmo. Espero ansioso está brevemente retornando ao convívio de todos vocês.

Muita Paz!!!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que um Educador deve ter...

Uma memória de elefante, para de tudo se lembrar.

Uma paciência de anjo, para a todos educar.
Olhos à volta da cabeça, para tudo poder ver.
Resposta automática, para a todos responder.

Gravador incorporado, para tudo registrar.
Umas costas bem largas, para tudo isto aguentar.
Ouvidos com controle de intensidade, para não ficar com a cabeça atordoada.
E uma voz bem resistente, para não ter de ficar calada.

Oito braços como um polvo, para a todos ajudar.
E um coração de criança, para tudo apreciar.
Um bom filtro nasal, para aos maus cheiros resistir.
E um enorme bom humor, para tudo encarar a rir!

Mais 10 dedinhos de fada, que ajudem a trabalhar…
E umas pernas de atleta, para os mais pequenos apanhar.
Conhecimentos de informática, para usar o computador.
E também de medicina, para aliviar a dor.

Precisa também de ter muita cultura geral.
E nas áreas científicas, não poderá dar-se mal…
Biologia, Matemática e também Meteorologia.
Para além de Físico-química e também Geografia.

Tem de saber Psicologia, para lidar com as pessoas.
E dizer, sem magoar, às vezes coisas menos boas…
Enfim, uma Educadora à medida da necessidade,
Só feita por encomenda, não vos parece verdade?

(Autor Desconhecido)

sábado, 24 de abril de 2010

Sobre as Mulheres - Luis Fernando Verissimo

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres !'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1. Habitat:
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

2. Alimentação correta:
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

3. Flores:
Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

4. Respeite a natureza:
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

5. Não tolha a sua vaidade:
É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apóie.

6. Cérebro feminino não é um mito:
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

7. Não faça sombra sobre ela...
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

8. Aceite:
Mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.

É meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire GAY.
Só tem mulher, quem pode!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Trabalho de Filosofia (Compaixão)

A indisciplina deles de cada dia

A indisciplina deles de cada dia O Brasil aparece no topo da lista de países onde se perde mais tempo tentando acabar com a bagunça em sala. Despreparo dos professores para enfrentá-la e não envolvimento dos pais na rotina escolar dos filhos são algumas das causas principais Vitor Geron, especial para a Gazeta Conversas fora de hora, mensagens de celular ou ainda os velhos bilhetinhos de papel. Não importa de que maneira a indisciplina ocorre em sala de aula, ela continua sendo um problema para os professores que querem ensinar para estudantes que desejam aprender. No Brasil, a bagunça alcança um nível preocupante. De acordo com a pesquisa Talis, divulgada ano passado pela Organização para Coope­ração e Desenvolvimento Econô­mico (OCDE) e coordenada, no Brasil, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os professores brasileiros são os que mais perderam tempo na manutenção da ordem na classe. Em média, desperdiça-se com a bagunça 18% do tempo total de aula. Subtraídos ainda 12% das aulas com questões de organização, – da chegada do professor à distribuição de materiais, passando pela chamada –, sobram apenas 70% do tempo para a aplicação do conteúdo, o menor índice entre as 24 nações pesquisadas. Quando calculada em relação ao ano letivo, a perda fica ainda mais evidente. O estudo Talis, o mais recente sobre o ambiente de aprendizagem nas escolas, revela que, considerados 200 dias letivos, apenas 140 são utilizados pelos professores para transmitir o conteú­do. O nível de bagunça nas salas brasileiras influencia diretamente na qualidade do ensino, como explica o doutor em educação Joe Garcia. “Um aluno que faz bagunça cria um ambiente favorável para a desordem dentro da sala de aula e prejudica o desempenho escolar dos colegas, caso o professor não saiba lidar corretamente com essa indisciplina”, diz ele. Uma das soluções para compensar esse tempo perdido na organização do ambiente escolar seria, segundo o professor, aumentar a carga horária das aulas, proposta que vem sendo discutida em diversos países, entre eles os Estados Unidos. Como aqui a discussão ainda não chegou, cabe aos professores tentar conter a bagunça.
Especialistas concordam que a bagunça surge, muitas vezes, quando os professores não transmitem o conteúdo de maneira adequada. E que ela torna-se frequente em sala de aula quando o professor não sabe como enfrentá-la a contento. O professor de pedagogia e psicologia da Unibrasil, Emerson Luiz Peres, acredita que muitas vezes os educadores, ao depararem-se com situações de indisciplina, confundem a noção de autoridade com a de autoritarismo. “Isso porquê muitos deles têm dificuldade em se posicionar frente a um novo modelo de relação social, no qual os alunos têm mais conhecimento do que no passado, exigem qualidade no ensino e conhecem mais os seus direitos. Isso acaba fazendo com que os professores ajam de modo autoritário”, diz. A preparação deficiente para enfrentar o problema também é apontada como um motivo da dificuldade em se lidar com a indisciplina dos alunos. “É preciso investir muito na formação dos educadores, não só nos conteúdos, mas também nas relações do professor com o aluno, a família, a escola e com os diretores”, diz Peres. Para Garcia, os professores não têm uma formação cultural e acadêmica apropriada para enfrentar a bagunça em sala de aula.
Outro aspecto importante para conter as bagunças em sala, destacado pelos professores, diz respeito à melhora na preparação das aulas. A professora de Geografia do ensino médio no Colégio Dom Bosco, Cibele Cruz, acredita ser fundamental que o professor domine o conteúdo e preocupe-se em transmitir a matéria de maneira interessante. Ela também destaca que o papel de observação da turma é importante para os professores. “Se eu tenho um aluno hiperativo, eu devo ter consciência de que preciso elaborar outras atividades para ele, antes que esta característica individual prejudique a ordem na sala”, explica. A opinião é compartilhada pela professora da rede municipal de ensino em Curitiba e autora do livro Limites e Indisciplina na Educação Infantil, da Editora Alínea, Maritza Rolim Vergès. “Fora dos muros da escola existem muito mais coisas para um jovem ou criança fazer, por isso a escola não pode ser chata”, co­­menta ela, assinalando que a falta de educação por parte dos alunos também é causada pela desestruturação das famílias. Além do despreparo dos professores, a distância dos pais em relação à vida escolar dos filhos – ou mesmo a participação negativa sobre eles – colabora diretamente para o surgimento da indisciplina. Os professores indicam que as bagunças costumam ser mais frequentes entre estudantes de 6.ª a 8.ª série. Isso porque, segundo Joe Garcia, a relação dos jovens com a autoridade geralmente muda entre os 11 e 14 anos de idade, fase na qual eles tentam romper com o mundo dos adultos para buscar, dentro do próprio grupo de colegas, uma liderança. Para a diretora pedagógica do Colégio Acesso Boqueirão, Adriana Franco, pais que não impõem limites ou mesmo aqueles que são severos demais podem influenciar negativamente os adolescentes nesta faixa etária, por ser esse um momento de auto afirmação. O coordenador disciplinar do Co­­légio Bom Jesus, Robson Fernando Oldenburg, lembra que, atualmente, existem nas escolas formas de bagunça que não existiam no passado. “Eles têm jogos portáteis, celulares, mp3, mp4, enfim, uma infinidade de aparelhos eletrônicos que atrapalham a aula tanto quanto a conversa paralela e o bilhetinho”, conta. Segundo Garcia, a tecnologia nesses casos cria uma bagunça codificada e, muitas vezes, silenciosa. Por isso os professores e educadores também precisam estar por dentro dessas novidades para conseguir controlar a bagunça. Mesmo assim, bolinhas de papel, borrachas no ventilador e aviõezinhos voando pela sala são situações que ocorrem ainda hoje. A pedagoga da Escola Estadual Ângelo Trevisan, Maria Gorete Stival, acredita que alunos, professores e pais devem estar cientes e comunicar sempre que possível quais são os direitos e deveres dos alunos dentro do colégio. “Em alguns casos vale perder aqueles cinco minutos iniciais da aula para organizar a sala e lembrar que certas situações não são toleradas no ambiente escolar”, destaca.
Fonte: Gazeta do Povo, 21/04/2010 - Curitiba PR

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Saiu o resultado do Concurso da SEDUC.... PASSEI!!!!

Acabou a espera. A tão aguardada divulgação do resultado final do concurso que vai contratar 4 mil professores para a rede estadual de ensino ocorreu nesta quinta-feira, dia 22.

A lista definitiva dos aprovados na seleção foi publicada na edição do dia do Diário Oficial do Estado.

Os candidatos irão aguardar agora a homologação do resultado, que será divulgada primeiramente no Diário Oficial, prevista para ocorrer até a próxima terça-feira, conforme informou a coordenadora de gestão de pessoas da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc), Marta Vieira.

Veja aqui a lista dos aprovados... EU PASSEI!!!!

Fonte: Jornal O Povo

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Diversidade sexual está fora dos livros escolares

Praticamente nada é impresso no material didático usado nas escolas públicas do Brasil que aborde a diversidade sexual e suas consequências.
A incômoda ausência ou omissão foi sentida na pesquisa que analisou 67 dos 99 títulos distribuídos pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação (MEC), às unidades do País.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Tatiana Lionço, o silêncio absoluto sobre esse tema é insuficiente para uma política que se propõe a enfrentar a homofobia, além de produzir preconceito e prejudicar o desempenho do estudante homossexual.
A coordenadora geral de Direitos Humanos do MEC, Rosiléa Wille, afirma que abordagens da diversidade sexual já foram incluídas no PNLD, mas que é preciso elaborar editais mais qualificados, para que as editoras passem a incluir a homossexualidade e homofobia nas obras.

Fonte: Diário de Pernambuco (PE)

domingo, 18 de abril de 2010

Contatos de 4º Grau - O Filme

"O interessante desse filme é que ele mostra as cenas reais do que viveu a personagem principal e no final ele leva ao espectador a fazer as suas próprias conclusões.... Se você não tem um certo conhecimento de parapsicologia e de ufologia é bom não assistir pois as cenas são impressionantes e podem lhe confundir e deixá-lo assustado."

Sinopse:

Contatos de Quarto Grau é um thriller provocativo ambientado em uma pequena cidade do Alasca, onde misteriosamente desde a década de 60 todos os anos são registrados um grande número de desaparecimentos. Apesar das diversas investigações do FBI, a verdade nunca foi revelada. Quando a psicóloga Dr. Abigail Tyler (/Milla Jovovich/) começa a gravar suas sessões com pacientes traumatizados acaba descobrindo as mais perturbadoras evidencias de abduções alienígenas, jamais reveladas ao público. Veja os fatos documentados por filmagens reais e tire suas conclusões.

Elenco:

Milla Jovovich (Abbey Tyler)
Will Patton (Sheriff August)
Hakeem Kae-Kazim (Awolowa Odusami)
Corey Johnson (Tommy Fisher)
Enzo Cilenti (Scott Stracinsky)
Elias Koteas (Abel Campos)
Eric Loren (Deputy Ryan)
Mia McKenna-Bruce (Ashley Tyler)

sábado, 17 de abril de 2010

Concurso Litero & Musical Bahia - Colégio Dom Quintino

Realizado dia 17 de abril no Colégio Dom Quintino, essa foi a oportunidade dos alunos mostrarem seus talentos em poesia, dança e música. A escola está de parabéns pela iniciativa.
Comissão julgadora

Um Giro Pela Bienal Internacional do Livro

É sempre bom aproveitar as novidades da Bienal para conhecer os lançamentos, visitar os stands, encontrar alunos e ex-alunos e é claro comprar livros com descontos...O evento prossegue até o dia 18/04 no Centro de Conveções de Fortaleza-Ce.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Porque Bebo Vinho...

O vinho e o Paradoxo Francês
Além de reduzir o risco de doenças cardiovasculares, o vinho traz longevidade
(por Jairo Monson de Souza Filho)

As virtudes terapêuticas do vinho têm sido largamente discutidas em diversos meios nos últimos anos. O que chamou a atenção das pessoas, em geral, e dos cientistas, em particular, para este assunto, foi o “Paradoxo Francês”.
É bem sabido que comer gorduras saturadas, fumar e ser sedentário, entre outras coisas, são fatores de risco para doenças do coração. Os franceses, quando comparados com outros povos do mesmo nível sócio-econômico-cultural, são mais sedentários, fumam mais e comem mais gorduras saturadas – os queijos, patês e manteigas são usuais na culinária francesa – e, no entanto, têm a metade dos problemas cardiocirculatórios. Esse é o Paradoxo Francês.
A ciência médica não pára de encontrar explicações para isso. Mas a mais consistente, para alguns, e mais atraente, para muitos, vem do chamado “Estudo dos 18 países”, publicado na revista The Lancet, em 1979, por St. Léger e alguns colaboradores. Nesse trabalho, eles mostram que nos países em que, o consumo per capita de vinho é maior, a mortalidade por causa cardiocirculatória é menor, e vice-versa. A explicação mais aceita para esse fenômeno é que os franceses, na época da divulgação do Paradoxo Francês, consumiam, em média anual, cem garrafas de vinho por pessoa, além de beber sempre junto com a comida e gastar, em média, uma hora em cada refeição.
Embora outros artigos científicos já tratassem desse assunto antes, foi o anúncio do “Paradoxo Francês” que despertou a atenção sobre o tema ‘vinho e saúde’, principalmente na comunidade científica.
A divulgação do “Paradoxo Francês” foi feita inicialmente nos Estados Unidos, no programa 60 minutes, da rede de TV CBS, em 7 de novembro de 1991, pelo Dr. Serge Renaud. Esse programa teve uma grande repercussão (que continua até os dias de hoje!), tanto na mídia leiga como na científica. Em julho do ano seguinte, a prestigiada revista médica The Lancet publicou o artigo “Wine, alcohol, platelets and the French Paradox for coronary heart disease”, assinado pelo Dr. Serge Renaud e seu colega Dr. Lorgeril. Eles apresentaram à comunidade científica seus dados e conclusões: a ingestão leve e moderada de bebidas alcoólicas, sobretudo vinho, reduz o risco das doenças e da mortalidade cardiovascular de 40 a 60%.
Essa informação causou grande impacto. Até então, o que a ciência nos ensinava é que ingerir bebidas alcoólicas era tão prejudicial quanto fumar. Com esses dados um conceito científico teria que ser mudado.
Passados 15 anos, milhares de pesquisas confirmaram os dados do Dr. Renaud e Dr. Lorgeril. Inúmeros estudos explicam os mecanismos pelos quais essa proteção acontece e evidenciam outros efeitos favoráveis do vinho, como a longevidade e a neuroproteção. Isso tudo não foi suficiente para firmar essa idéia. Ainda há questionamentos sobre essa matéria. O ceticismo de alguns e o medo dos danos que o consumo abusivo de álcool pode causar impedem que esse novo conceito se consolide. Quanto tempo e quantos estudos ainda serão necessários para isso acontecer? Que outras evidências precisamos?
Estudos feitos a partir do Paradoxo Francês mostram que é possível agregar ao prazer de beber benefícios para a saúde. Mas para isso é necessário que se faça junto com as refeições, de maneira regular e moderada, e somente se não houver contra-indicação ao consumo de bebidas alcoólicas.

ZOADA É MÚSICA? O que diz o Dr. Mourão!!!

Não sei por que – e aliás sei – da insistência de administradores municipais em promover shows com grupos de forró de qualidade duvidosa. Não tenho preconceito para com os forrozeiros, mas paciência, só existe forró eletrônico como expressão cultural em nosso Estado? E as outras manifestações? E o próprio forró pé-de- serra?’
Qualquer festa, patrocinada pelo dinheiro público, é “abrilhantada” por estes famigerados grupos musicais. Uma pobreza musical total. Por que não uma orquestra sinfônica? Por que não um grupo mais aberto ao cancioneiro popular?
Um desfilar de barulho, de bebedeira, de letras de duplo sentido. Uma porcaria. Quem disse que o povo gosta disso?
Penso que o agente público deveria ter mais zelo para com o patrimônio cultural do seu povo. Educação ou populismo imbecilizante?
(ANTONIO MOURÃO CAVALCANTE )

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A vez de FHC virar cidadão fortalezense

Depois de ter concedido título de cidadão honorário de Fortaleza à ex-ministra Dilma Rousseff (PT), a Câmara Municipal de Fortaleza poderá conceder a mesma honra ao ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) & adversário de Dilma no campo da política partidária. Já tramita na Casa um decreto legislativo que, se aprovado, concede a cidadania fortalezense ao antecessor do presidente Luiz Inácio m Lula da Silva (PT). Autor do projeto, o vereador Ciro Albuquerque (PTC) informou ontem que o trâmite foi iniciado na última semana & ou seja, dias antes da pré-candidata do PT à Presidência da República receber seu título de cidadania. O decreto já está na pauta da sessão de hoje da Câmara, mas ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ser votado pelos vereadores.
"Deixo a vocês uma questão filosófica que perdurará em teses e discussões impertinentes:
Quem será a próxima figura a receber o título de cidadão fortalezense???"

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Re -- Lançamento do livro: Teoria à prática - A Escola dos Sonhos é Possível

Convido à todos para o re-lançamento do nosso livro na Bienal Internacional do Livro 2010, na próxima sexta-feira das 15h às 16h no stand da UFC. Contamos com TODOS!!!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Aprovada meia entrada para professor do ensino básico

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (7) o Projeto de Lei 6209/09, do ex-deputado Iran Barbosa, que dá aos profissionais de educação básica de escolas públicas e particulares o direito a meia entrada em ingressos de cinemas, teatros, museus, circos e demais casas de shows artísticos ou culturais.
De acordo com a Agência Câmara, o relator, deputado Professor Sétimo (PMDB-MA), defendeu a proposta por considerar que o acesso aos bens culturais e de lazer é condição indispensável para o exercício das profissões da área de educação. "Os índices de exclusão cultural no Brasil são alarmantes, e precisamos dotar o país de políticas que incentivem e permitam a participação dos profissionais da educação em eventos que lhes possibilitem a intimidade com a vida cultural", acrescentou.
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
"Na minha opinião. É claro que projetos como este são bem-vindos, no entanto, isto é apenas uma forma de justificar a não valorização do professor no Brasil, pois assim como qualquer profissão de nível superior, o professor deve ter um salário condizente com suas necessidades básicas e ainda um complemento para as atividades artísticas (que acabam sendo pedagógicas)."

Filósofo Farias Brito na Bienal Internacional do Livro do Ceará

O escritor e filósofo Raymundo de Farias Brito nasceu em julho de 1862 na freguesia de São Benedito, no Ceará, e morreu em janeiro de 1917, no Rio de Janeiro. Sua obra filosófica inclui duas trilogias: Finalidade do mundo e A filosofia moderna. Em seu estande instalado na IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, iniciada nesta sexta-feira (9), o Senado Federal está vendendo, a preço de custo, a Finalidade do mundo, integrada pelos títulos A verdade como regra das ações, A base física do espírito e O mundo interior.
Aluno da Faculdade de Direito do Recife, Farias Brito defendeu a causa abolicionista. Depois de concluir o curso, trabalhou como promotor público nas comarcas de Viçosa e Aquiraz, ambas no Ceará. Em 1889 publicou seu primeiro livro, Contos modernos, uma coletânea de poemas. A trilogia relançada pelo Conselho Editorial do Senado foi publicada originalmente entre os anos de 1905 e 1914. O escritor é considerado um dos maiores nomes do pensamento filosófico brasileiro.

A verdade como regra das ações, publicada em 1905, é um ensaio através do qual Farias Brito defende a tese de que a filosofia moral deve servir como parâmetro para o estudo do Direito. A verdade deve se impor como regra de todas as ações. Em A base física do espírito, lançado em 1912, o autor trata, entre outros assuntos, dos conceitos de filosofia, ciência e metafísica, e da relação entre a sensibilidade e o espírito e a matéria. O mundo interior, de 1914, aborda temas como o renascimento da filosofia do espírito e o sentido das religiões.

A verdade como regra das ações, publicada em 1905, é um ensaio através do qual Farias Brito defende a tese de que a filosofia moral deve servir como parâmetro para o estudo do Direito. A verdade deve se impor como regra de todas as ações. Em A base física do espírito, lançado em 1912, o autor trata, entre outros assuntos, dos conceitos de filosofia, ciência e metafísica, e da relação entre a sensibilidade e o espírito e a matéria. O mundo interior, de 1914, aborda temas como o renascimento da filosofia do espírito e o sentido das religiões.

Outra publicação que deverá despertar o interesse do leitor que visitar o estande do Senado instalado na feira literária, que prosseguirá até o domingo 18 de abril, é Notas para a história do Ceará, do médico, vice-cônsul da Inglaterra e historiador Guilherme Studart (1856-1938). O livro aborda a história do estado na segunda metade do século 18. São casos como a independência administrativa do Ceará diante de Pernambuco e a proposta de mudança da "vila da Fortaleza" para a "ribeira do Acaracu".

domingo, 11 de abril de 2010

Dilma é Cidadã de Fortaleza

Informações repassadas pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Fortaleza confirmaram que Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República, vem mesmo ao Ceará na segunda-feira (12/04). Na agenda consta que ela receberá, na segunda-feira, o título de cidadã de Fortaleza pela Câmara Municipal e na terça-feira concederá uma entrevista coletiva no Hotel Gran Marquise.

"Deculpem a minha ignorância…. Mas alguém poderia me esclarecer os verdadeiros critérios que deram a esta senhora o título de cidadã fortalezense? Será que isso não seria mais uma das manobras ideológicas do PT para angariar votos? "

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"BESOURO" - O Filme

"É claro que a tarefa do cinema é transformar fatos comuns em extraordinários e de elevar pessoas a heróis transformando-as em mitos. Foi o que aconteceu com a história de Manoel Henrique Pereira, vulgo "Besouro", o capoeira mais famoso da região do Recôncavo Baiano.
Assisti e recomendo vere este filme e analisar sobretudo a forma como a capoeira era discriminada no Brasil (sobretudo na Bahia) e como o nome de BESOURO era respeitado na sua região."

Elenco: Aílton Carmo, Anderson Santos de Jesus, Jessica Barbosa, Flavio Rocha, Irandhir Santos, Macalé, Leno Sacramento, Chris Vianna, Sérgio Laurentino, Adriana Alves, Miguel Lunardi.
Direção: João Daniel Tikhomiroff
Gênero: Ação
Duração: 120 min.
Sinopse: O besouro é um inseto que, por suas características, não deveria voar, mas voa.
E Besouro também é o nome do maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que, ao se identificar com o inseto que desafia as leis da Física, desafia ele mesmo as leis cruéis do preconceito e da opressão. Um mito, um super-herói.
O filme Besouro, que conta a sua história, é um épico em que fantasia e registro histórico se misturam no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano dos anos 20.
Inspirado em fatos reais, Besouro será um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem sobre este personagem real que se tornou lenda. Queremos que ele seja, para a capoeira, o que filmes chineses contemporâneos como Herói e O Tigre e o Dragão são para as artes marciais orientais: um espetáculo de aventura, onde a paixão, o misticismo e a emoção têm papel central.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A uma mulher amada

Safo, a maior poetisa lírica da Antiguidade é, provavelmente, também a primeira mulher a fazer poesia importante na história da cultura ocidental. Nasceu na ilha grega de Lesbos, por volta do ano de 612 a.C.


A uma mulher amada

Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!
Quem goza o prazer de te escutar,
quem vê, às vezes, teu doce sorriso.
Nem os deuses felizes o podem igualar.

Sinto um fogo sutil correr de veia em veia
por minha carne, ó suave bem querida,
e no transporte doce que a minha alma enleia
eu sinto asperamente a voz emudecida.

Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.
Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;
E pálida e perdida e febril e sem ar,
um frêmito me abala... eu quase morro... eu tremo.

(fragmentos de um poema)