quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Mais da metade dos estudantes faltou à nova prova do Enem

A nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi aplicada sem falhas e sem erros de impressão nesta quarta-feira (15), segundo estudantes de Curitiba e de Belo Horizonte. As questões de ciências da natureza e ciências humanas tiveram de ser reaplicadas por problemas de impressão na prova amarela do dia 6 de novembro.

A abstenção foi superior a 50% dos 9.500 estudantes convidados para fazer a prova devido a problemas de impressão na prova amarela de 6 de novembro. Entre aqueles que fizeram a prova nesta quarta-feira, 35 conseguiram liminares para participar do exame, segundo o Inep.

As opiniões sobre o nível de dificuldade do Enem se dividiram entre estudantes de Curitiba. Parte achou que a prova estava mais fácil do que a aplicada em 6 de novembro. Outros consideraram o exame mais difícil.

“Achei a prova desta quarta mais fácil do que a primeira, mas também desta vez estou mais calma. Antes estava muito ansiosa. Fui bem melhor desta vez”, disse Jéssica Farage, de 18 anos. A jovem vai usar o Enem para disputar uma vaga no curso de medicina.


Para Helena Ghisoni, de 18 anos, que mora em Santa Catarina e viajou 8 horas para participar do Enem nesta quarta, o exame estava mais difícil, porém sem problemas de impressão identificados no caderno amarelo. “Não fui bem, para mim ter refeito a prova não ajudou em nada. Apesar de trazer enunciados mais curtos, a prova estava mais difícil, principalmente na parte de história.”

Janaína Vieira dos Santos, de 21 anos, também reclamou do nível de dificuldade das questões de história. “Foi mais difícil que a anterior, mas espero ter ido melhor porque da primeira vez só consegui responder 25 questões devido aos problemas de impressão”, afirmou.

Jonathan Gomes, de 19 anos, disse que se sentiu mais tranquilo nesta quarta-feira. “Valeu a pena ter refeito a avaliação. A prova foi mais fácil do que a primeira e fui bem melhor”, disse o estudante.


Em Belo Horizonte, a estudante Jéssica Danielle Silva, de 16 anos, que presta vestibular para os cursos de artes visuais e design de ambiente, disse que as provas do Enem desta quarta-feira estavam mais difíceis.

“Achei as questões mais elaboradas e, consequentemente, mais cansativas. Me senti prejudicada de ter que refazer. Além disso, também tive prejuízo moral e financeiro”, disse, referindo-se ao dinheiro extra que foi gasto com passagens de ônibus e lanche.

Thaís Lorena Aparecida Gonçalves, de 19 anos, também reclamou do nível das questões. A jovem, que tenta uma vaga no curso de biomedicina, considerou as provas estavam mais difíceis. De acordo com Thaís, as perguntas de história estavam mais complicadas.

Luana Késia de Faria, de 17 anos, reclamou que as questões das provas estavam mal-elaboradas, e mais desgastantes. Ela fez vestibular para o curso de engenharia ambiental.

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